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Análise Custo-Volume-Lucro

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Na última semana, escrevi um pouco sobre a análise do ponto de equilíbrio financeiro, em tempos de crise como o que estamos vivenciando atualmente é muito importante para que a empresa possa dimensionar quanto deve vender para que no mínimo possa pagar suas contas sem prejuízos.

O problema que identificamos nesse método é relacionado ao fato de que a maior parte das empresas trabalham com uma variedade maior do que apenas um tipo de produto e que os mesmos apresentam diferentes níveis de margem de contribuição (lucratividade). Para isso propomos uma análise mais avançada a partir de uma matriz de custo-volume-lucro, que poderá ser elaborada de duas maneiras: 1) a partir de um histórico de volume de vendas, caso a proporção das vendas tenha como tendência ser mantida. 2) a partir de projeção de participação das vendas de cada produto.

Podemos também propor um mix de vendas a partir da relação de lucratividade de cada produto, para isso necessitamos fazer uma análise detalhada da margem de contribuição de cada produto, quais são aqueles que contribuem mais para o pagamento custo fixo da empresa? quais podem ser vendidos com desconto e ainda apresentar uma lucratividade atraente? quais não podem  ter desconto em nenhuma circunstância?  entre outras questões.

A análise de lucratividade dos produtos se torna um dos indicadores importantes para que a empresa possa se guiar na tomada de suas decisões estratégicas, também serve como base para outros indicadores como por exemplo a matriz sugerida acima, pois associada ao volume projetado, podemos identificar se a empresa conseguirá atingir seus objetivos mínimos e assim, se necessário for, fazer os ajustes necessários em nosso planejamento, quer seja relacionado ao volume, quer seja relacionado ao preço de venda.

Em nossa próxima publicação falaremos um pouco mais sobre a separação dos custos e despesas entre fixos e variáveis, que é o primeiro passo para iniciar uma análise sobre margem de contribuição.

 

Até breve!

Ponto de Equilíbrio Financeiro

A epidemia do coronavírus covid-19 tem imposto perdas relevantes para empresas de vários setores e todos tamanhos, seja micro ou pequeno empreendedor seja grandes grupos todos estão vivendo dias de incerteza com relação ao futuro e a economia.

Algumas ações serão necessárias quando as atividades econômicas retornarem, um dos maiores desafios que devem ser enfrentados pelas empresas é no aspecto financeiro.

Um dos pontos importantes a ser considerado diz respeito ao ponto de equilíbrio financeiro da empresa.

O ponto de equilíbrio financeiro é o volume total de vendas que a empresa deve atingir para pagamento total de seus custos e despesas no período de eventos que representam desembolso financeiro.

De uma maneira resumida isso significa quanto eu devo vender para pagar meus custos e despesas de forma que não tenha prejuízo ao final do mês. Mas para isso em primeiro lugar é importante conhecer a sua estrutura de despesas e separar quais são as despesas fixas e variáveis.

Conhecendo suas despesas podemos nos aprofundar um pouco mais na sua estrutura de gastos, por exemplo, se uma loja de qualquer segmento tem uma estrutura de gastos mensais com aluguéis, salários, energia elétrica, água, telefone e internet que chegam por exemplo a R$ 5.0000 por mês como custo fixo.

Necessitamos conhecer seus custos variáveis unitários e nesse exemplo iremos considerar que o valor variável é apenas o valor da mercadoria, sem gastos adicionais com frete, comissão e etc, apenas para simplificar o cálculo.

Imaginando um custo unitário médio de R$ 30,00 por unidade e que o preço de venda médio é de R$ 50,00 chegaríamos a seguinte conclusão:

Ponto de Equilíbrio Financeiro = Custo Fixo Total / (Preço de Venda Unitário – Custo Variável Unitário)

Assim: R$ 5.000 / (R$50 – R$30) = 250 unidades

Seria necessário vender 250 unidades para que todos os custos e despesas fixas e variáveis da empresa fossem pagos ao final do período. Qualquer volume superior a esse significa que a empresa começa a ter receitas maiores que despesas (lucro), caso contrário (volumes inferiores) a empresa passa a operar com maiores despesas do que receitas(prejuízo).

O problema nesse modelo é que geralmente o nível de preço e lucro não é igual quando a empresa tem uma variedade maior de produtos, assim determinado produto pode ter uma margem como do exemplo acima de 40% e outro produto ter uma margem inferior percentualmente por exemplo de 20%, porém com preços mais elevados, que podem representar até mesmo valores maiores.

Em tese esse é um modelo muito interessante a ser aplicado para se organizar e estipular objetivos mínimos no planejamento de receitas e volumes a serem atingidos para se obter o mínimo de sobrevivência de um negócio, sua única inviabilidade é como mencionado quando se trata de empresas e negócios mais complexos com grande variedade de produtos.

Para esses casos, ainda assim é possível se projetar um modelo de ponto de equilíbrio porém baseado numa análise custo-volume-lucro, um modelo que pode ser elaborado a partir de um histórico de vendas de um período anterior ou mesmo de estimativa da participação das vendas na demanda futura, devemos no entanto simular cenários onde possamos ter a certeza de que os objetivos finais sejam alcançados. Pois isso pode significar a sobrevivência ou não de um negócio.

 

Até a próxima!